QYÃ
O brasiliense Kiam Silva (Qyã) desenvolveu seu apreço pela fotografia ao notar que com paciência, bom humor, senso estético e olhar crítico, o cotidiano poderia ser não apenas uma inevitabilidade mas algo digno de ser revisto e apreciado; conseguiu isso por meio da fotografia. Utilizando equipamentos simples mostrou que a arte encontra-se quando há disposição em apreciá-la. Em 2024 foi um dos agraciados pelo Prêmio Regina Santos de Fotografia. Em 2025 integrou a Mostra de Fotografia Comunicador do Futuro em parceria com o Metrô de Brasília. E em 2026 teve sua presença no Prêmio Onça Pintada de Fotografia ao retratar o Cerrado brasiliense.
Essa seleção fotográfica apresentará uma analogia sobre a coexistência Homem/Natureza: Chegamos depois dela; notamos sua beleza, importância e imponência; sua presença é notável embora silenciosa; e esperamos que ela ainda exista quando partirmos definitivamente.
Essas fotos foram produzidas num parque que resiste ao descaso de um poder público que ignora a importância de uma área de vegetação nativa rodeada pelo ímpeto urbano. O Parque Distrital Boca da Mata tem sido vítima de vários ataques como ocupação irregular do local, descarte inadequado de lixo, despejo sistêmico e contínuo de esgoto em suas nascentes d’água… Que essas fotos deem voz ao Boca da Mata.

Audiodescrição das Obras.
01 – Chegada

📍Localização – Parque Distrital Boca da Mata – Samambaia/DF
02 – Contemplação

📍Localização – Parque Distrital Boca da Mata – Samambaia/DF
03 – Ainda Há Vida

📍Localização – Parque Distrital Boca da Mata – Samambaia/DF
04 – Até Logo

