CAIO MARINS

Caio Marins tem sua relação com a fotografia sobre perceber e interpretar o
mundo pelos seus detalhes e recortes, fazendo do mundo um grande retalho, fato este que se transborda em todo meu trabalho fotográfico, sobre fatias de momentos chave para tradução do todo a partir de seus retalhos. Esta observação nasce de sua relação com a comunidade do Paranoá/DF, onde foi criado e reside nos dias de hoje, em assistir o convívio e o cotidiano da quadra em horário de café da tarde, e com isso acabou se apegando a jeitos, formas, relances das demonstrações de afeto e desafeto produzidas em meio ao território.

“Porque, mesmo que queimem a escrita, não queimarão a oralidade. Mesmo que queimem os símbolos, não queimarão os significados. Mesmo queimando o nosso povo, não queimarão a ancestralidade.”
Baseado nesta leitura sobre povo e território de Nego Bispo, me percebi analisando as diferentes percepções e olhares sobre a relação da natureza com seus símbolos. A nossa visão da caipora, sempre em montaria de um queixada, enxerga fauna e flora em uma outra ótica que nós, a velocidade compila cores e formas específicas que se tornam vetores.

O que me fez compreender que mesmo durante a velocidade da vida urbana que nos encontramos sempre em movimento, a natureza presta um papel de afeto colorido em meio ao concreto que nos faz perceber como seres de um territorio carregados de estruturas e significados, que desejam parar e definir aquilo que veem, mas tudo que se recorda são riscos e cores familiares, e assim como caipora, ao encontrar alguém ou algo dissoantemente invasor em forma, ocorre um estranhamento de análise.

Audiodescrição das Obras.

01 – Caipora se diverte.

📍Localização – Parque Ecológico do Paranoá

02 – Caipora corre.

📍Localização – Parque Ecológico do Paranoá

03 – Caipora protege.

📍Localização – Parque Ecológico do Paranoá

04 – Caipora reconhece.

📍Localização – Parque Ecológico do Paranoá