EDIANE BAYS
Sou aquela que ama cuidar da casa e da família, uma mulher de fé, que tem Deus como centro de tudo. Apaixonada pela arte de eternizar momentos, sejam eles em família, na natureza, em sorrisos de um dia especial, ou apenas um dia qualquer com muitos sorrisos espontâneos. Fotografar a natureza pra mim é mágico, contemplar a perfeita obra de Deus e poder guardar em registros me traz uma paz sem explicação, e o pôr do sol tem um lugarzinho especial no meu coração.
Em Brasília, o céu não é apenas moldura; é protagonista. Esta série, intitulada “Pinceladas de Fogo”, captura o instante em que o horizonte do Planalto Central se despe do azul para vestir-se de drama e luz. Sem o obstáculo das serras, o sol se despede em uma escala monumental, transformando a atmosfera em uma tela viva onde o Cerrado arde sem queimar. Cada fotografia é um registro dessa alquimia visual: do dourado líquido que banha a arquitetura e a vegetação rasteira, até os tons de laranja e vermelho que anunciam a chegada da noite. É a celebração da luz em sua forma mais pura e grandiosa, um fenômeno que transforma o cotidiano em poesia visual. Mais do que um registro técnico, estas imagens buscam eternizar o breve momento em que o infinito se incendeia, lembrando-nos que, sob o teto de Brasília, o pôr do sol não é apenas o fim de um dia, mas uma obra de arte irrepetível que se renova a cada entardecer.
O pôr do sol no cerrado, nos meses de setembro e outubro, é muito influenciado pela fumaça das queimadas, ganhando uma tonalidade avermelhada, então mesmo muito bonito ao olhar, acaba sendo resultado de problemas ambientais. Muitas vezes o “belo” na verdade é um pedido de socorro.

Audiodescrição das Obras.
01 – Brasa Residual

📍Localização – Estação Ecológica de Águas Emendadas
02 – O Mergulho no Horizonte

📍Localização – Estação Ecológica de Águas Emendadas
03 – O Primeiro Adeus

📍Localização – Estação Ecológica de Águas Emendadas
04 – O Silêncio do Rei


